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quinta-feira, outubro 02, 2003

 

No metrô

Parece que uma das coisas mais comuns de se observar é gente brigando no metrô. Não sei o que aquele ambiente proporciona à briga, mas fato é que muitos casais adoram resolver suas desavenças por lá. Como Pedro e Mônica naquele final de tarde de quarta feira, ambos voltando do colégio. Estavam na linha azul do metrô, mais especificamente no Paraíso, quando ele contou para ela que estava interessado em outra. Não deu outra, pobre rapaz, quando ouviu o "Como assim?" da namorada já começou a ficar branco, sabia que ela era ciumentérrima, fora corajoso.

- Eu não sei, apenas, não sei...
- Como não sabe? Você ta afim de outra, é simples isso, não pensei que fosse tão burro!
- Não foi isso que eu quis dizer, amor!
- Amor! E ainda me chama de amor? Vai chamar de amor a outra seu...Seu...

E percebeu que algumas pessoas olhavam para eles, não eram de armar barraco em público, ficaram quietos, ela olhando pela janela com os olhos vermelhos de raiva meio lacrimosos, ele olhando o corredor, como que procurando por uma rota de fuga.

- Bem, eu...
- Não fala comigo...
- Mas...
- Muito menos me toque com essa mão imunda!
- ...

Ela ia tentando tirar a aliança do dedo, parecia mais apertada do que nunca, percebendo isso ele segurou as mãos dela.

- Mô, eu não tenho certeza de nada, mas sei que te amo e não quero te perder.
- Eu disse para não encostar em mim!
- Olha para mim, nos meus olhos.
- Não consigo
- Olha!
E ela olhou
- Eu te amo!
- Canalha!
E jogou a aliança em seu colo, levantando-se para sair na estação Tiradentes. Ele logo a segurou pelos braços e ela se sentou novamente. Ficaram se olhando, ele tentava colocar a aliança em seu dedo novamente, ela relutava.

- Esquece o que eu falei ta bom?
Ela fez que não com a cabeça.
- Eu não sei porque disse aquilo, eu só disse porque tenho me aproximado de uma garota da minha rua, ela é muito bonita e eu senti atração...
- Como você pode dizer isso olhando nos meus olhos - Disse Mônica cortando a fala de Pedro - Seu Cínico!
- Eu só quero ser sincero com você! É tão difícil aceitar!
- Você não presta Pedro Augusto!
- Estou ficando cansado disso já...
- Você não presta!
- Para!
- VOCÊ NÂO PRESTA!
E saiu chorando pela estação Tiête, disposta a voltar para casa de ônibus, sozinha... Quando Pedro Augusto foi descer do trem a porta se fechou para ele.


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quinta-feira, fevereiro 20, 2003

 

Mães e filhos

- Ei măe! Olha aquilo!
- O que é filho?
- Aquilo măe, olha aquilo!
- Onde meu filho?
- Ali măe!
- Para de brincadeira Arnaldo!
- Mas năo tô brincando năo măezinha, tô falando serio!
- Falando sério o que menino? Fica mangando com a minha cara, cadę a educaçăo que te dei?
- Mas măe...!
- Nem mais nem menos, vamos anda logo, cansei de esperar esse ônibus, vamos pra casa a pé.
- Mas a senhora nem viu o...
- Xiii, quieto, năo quero ouvir mais um piu!
- ... Mas...
- Xiiii!!!

E seguiram para a casa a pé, năo que fosse longe, mas tinham acabado de fazer comprar e carregar dez pacotes de mercado rua acima năo é tarefa das mais fáceis, principalmente nesse tempo quente e seco que está a fazer os dias. Subiram toda o morro esquecendo do cansaço, a măe estava irritada já, se năo bastasse a demora do ônibus ainda tinha de agüentar seu filho falando no ouvido.

- Măe, a senhora tá brava comigo?
- Năo filho, a măe năo tá brava năo.
- Entăo por que a senhora tá com essa cara de brava?
- Por que a măe tá com cara de brava: Sei lá porquę a măe tá com cara de brava!
- Ahn?
- Ahh anda, anda, para de falar no meu ouvido.
- Ta vendo como a senhora tá brava comigo?

Chegaram finalmente em casa, o pai ainda năo havia chegado do serviço entăo a măe resolveu descansar um pouco antes de preparar a janta. Deitou-se no sofá e fechou os olhos.

- Măe!
- Que é moleque dos infernos!?
- Oxi măe! Que isso?
- Desculpa, desculpa, fala, o que que tu quer?
- A senhora năo viu mesmo?
- Năo vi o que moleque?
- A senhora deixou cair tua carteira lá no ponto...
- Tá doido? A carteira tá aqui... aqui... ai meu săo Crispim!
- Eu avisei măe, mas a senhora năo me ouviu...


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quarta-feira, janeiro 22, 2003

 

Parte 1

Fiz que não escutei, continuei assistindo tevê sem ligar para o que ela me dizia. E daí que estou sem emprego? Nós ainda temos o que comer, e isso basta, as contas e dividas a gente vai levando e quando conseguir eu pago, já disse isso, mas não, de que adianta, ela não para de me azucrinar, fica falando na minha cabeça desde o café até a janta, sorte que dorme como uma pedra. Já estou começando a ficar cansado disso, parece que a culpa é minha, e ela? Por que ela não vai trabalhar? Pensa que é fácil assim arranjar um emprego decente? Eu mereço coisa melhor do que aquela firma maldita, trabalhava que nem um escravo, oito horas todo dia para ganhar uma merreca.

Minha filha de namoradinho novo, um vagabundo, não faz nada da vida, vive de bico, um biscateiro sem vergonha que só quer comer minha filha, já percebi isso nele, sem respeito por nada, não vale o que come, quanto mais se for minha filhinha linda. Um amor de pessoa, 15 aninhos, e já está com esse paspalho, 23 anos com cérebro de 13, consegue ser pior que meu afilhado, o filho do da minha mulher com um namorado de infância dela, cena igual a da minha filha, isso me preocupa um tanto. Mas confio na educação que dei a ela e sei que não fará nada de errado.

Já se passaram três meses dede que pedi demissão da firma, até agora só recebi propostas piores, as dividas crescem, mas eu sobrevivo ainda, está dando pra levar, não vou mais me matar por migalha, ainda honro as calças que visto!

O sem vergonha do meu cachorro mijou em todos os meus sapatos, todos os dois pares, os únicos que eu tinha para sair, como minha mulher quer que eu procure emprego agora? Manchou tudo, ela que limpe se quer que eu saia, mas ela só sabe reclamar, fazer algo não faz, deixa nas costas dos outros, vive pedindo, vive com dor, de cabeça, de perna, cansada, parece que morreu e esqueceu de deitar, maldita hora que fui me casar com tamanho trapo de gente, só serviu para atrapalhar minha vida, a essa altura do campeonato já era para eu ser um grande empresário e não o merda que sou agora.

Mas dane-se, a vida vai levando, pra tudo tem uma solução, para que esquentar a cabeça com problemas? Deus Ajuda quem cedo madruga e eu sempre acordei cedo, dormir cedo, acordar cedo, cumprir com minhas obrigações, sempre fui um cara certo e honesto, mas para que? Para porra nenhuma, para viver essa vida de merda que eu tenho agora, para suportar uma mulher irritante que me dá nos nervos, uma filha vagabunda que tá dando prum salafrário da pior espécie, um bosta de um afilhado que só sabe passar o dia na frente da TV e um vira lata que não serve nem pra latir!

Então vai a merda tudo o que já fiz, hoje essa desgraça acaba, vou pegar meu carro e vocês vão ver, vou provar para todos quem sou eu, hoje volto com o melhor emprego de todos!

Pego a chave, arrumo o terno, a infeliz da minha mulher engraxou os sapatos, pelo menos isso, entro no meu Corvete, olho no porta luvas se está lá meu "item de segurança", parto para a paulista, sei que vou conseguir, essa cambada de vagabundo vai ver quem sou eu. Vocês vão ver, hoje eu volto bem melhor do que fui...


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Parte 2

Estava dirigindo meu carro, todo tranqüilo, um dia normal do nosso verão paulista, meio dia quente pra chuchu, mas sabendo que deveria esperar a chuva no final da tarde. Parei no farol no cruzamento da Paulista com a brigadeiro, um idiota atrás começou a buzinar, olhei para ele e apontei apara o semáforo vermelho, tornei a me virar de costas e o cara buzinou de novo, coloquei a cabeça pra fora da janela e gritei:
- Porra, cê não tá vendo que o farol tá vermelho?
Cara folgado, não entendi qual era o grande problema dele. Só sei que buzinou de novo e começou a gritar, quando olhei para fora para mandá-lo a algum lugar não muito lisonjeiro, nessa hora senti um cano frio quase quebrando meu dente e colocando minha cabeça para dentro do carro de novo, o cidadão olhava para mim segurando a arma na minha boca e perguntou:

- Você não vai sair da minha frente não?
- Vou... Vou sim...
- Então por que ainda não saiu?
- É... Porque... Eu...
- Por que você é cuzão né?
- É, eu sou cuzão, sou cuzão!
- Então liga essa porra de carro e sai da minha frente, entendeu?
- Entendi, entendi sim senhor, me desculpa, desculpa!

O cara voltou para o carro e eu tremulo entrei na brigadeiro quase trombando com um ônibus que vinha em alta velocidade, o camarada saiu cantando pneu com seu Corvete velho. Desci a Brigadeiro em direção ao Ibirapuera, nem pensava mais que tinha que voltar ao trabalho, estava branco, suando frio, em poucos minutos eu senti a mão da morte tocando meu peito, fria como uma manha de inverno europeu, pesada, horrível. Estacionei o carro e nem dei muita bola para o flanelinha que veio pedir para guardar o carro, entrei no parque e no primeiro pedaço de mata com sombra me deitei, respirei e fechei os olhos para relaxar, de olhos fechados a imagem de uma pessoa transtornada segurando uma trinta e oito com o cano na sua boca não era muito reconfortante, me sentia cada vez pior, quase senti vontade de chorar, uma dor de ódio me subiu a cabeça, queria acabar com aquele cara, matá-lo, aliás, matar não, vê-lo sofrer seria mais interessante! Adormeci e acordei melhor, saí de lá e fui pegar meu carro, acabei dando um real para um outro garoto que disse estar cuidando do carro, acha que sou idiota, bom, devo ser por ter dado a nota.

Subi a Manuel da Nóbrega e desci no meu prédio, disse ao meu supervisor o que aconteceu e ele disse para eu voltar no dia seguinte, seria melhor que eu fosse para casa e esquecesse o assunto, foi o que fiz, saí do prédio e segui para casa, num cruzamento o farol fechou, ouvi uma buzina e no susto acelerei, alguma coisa tomou conta de mim, medo provavelmente, quando tomei consciência do que fazia já era tarde, acabara de atropelar um transeunte que atravessava a rua, desci do carro transtornado e olhei a vítima, eu naquele momento tinha acabado de matar um filho da puta que quase me matou, olhei para o semáforo e vi vermelho, olhei para ele e vi, vermelho...


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quinta-feira, janeiro 16, 2003

 

Uma noite

Sentando em frente de casa, um dia qualquer, uma pessoa passou ao meu lado, uma pessoa estranha, diferente, de cabelos longos e olhar negro, como uma sombra, um alguém, uma pessoa sem espírito, sem emoção, sem calor, quase que sem corpo, magra, mas apesar de tudo linda!

Guiou-me pela sombra até um beco em minha rua, na verdade não um beco, uma rua, apenas não havia saída, pois dava para uma casa velha e desabitada, muito depredada pelas crianças da rua. Bateu três vezes na porta velha de madeira podre pelo tempo, chuva e vento, uma luz de acendeu, eu apesar de assustado não dizia uma palavra e era como se a coisa não me visse, eu estava a seguindo e ela me levando sem saber. Entramos na casa como num passe de mágica, não percebi andar até ela, simplesmente apareci lá, pessoas estranhas ficavam velhas mesas redondas cobertas com um pano xadrez, vermelho e preto com quadrados medianos. Alguns fumavam um pequeno cigarro de palha de cheiro forte, outros um charuto mais forte ainda e uns poucos, dois ou três fumavam cachimbo, um cheiro adocicado era solto deles e freava um pouco o cheiro ardido do fumo e do charuto. Algumas mulheres eram reconhecíveis, pela energia leve e delicadeza existencial, mas na maioria eram homens, todos juntos num ambiente pesado, sombrio e calado.

Fiquei ali parado, quieto, mudo, estático e pasmo com toda a tenebrosidade do local, parecia que ao passar do tempo mais pessoas apareciam e a sala ia ficando cada vez maior, foi quando de repente senti me no meio daquilo tudo e vi olhos por todos os lados a me cercar, agora podia ver seus rostos tão pertos que me agoniavam, como que por algo que eu tivesse feito ou talvez fosse todos começaram a rir de mim, gargalhadas estrondosas eram lançadas e apontadas para mim. Comecei a me sentir cada vez maior, mas isso era pior pois eu queria sumir e não aparecer ainda mais, parecia um pesadelo, ficava angustiado, com medo e me perguntando por que de seguir aquela criatura, aliás ela já havia sumido de mim, não mais a sentia, nem ouvia as gargalhadas, estranhamente tudo foi ficando calmo, negro, uma escuridão fria, aquilo não tinha nexo, me senti vazio, me senti sozinho, me senti leve de repente e comecei a voar naquela massa negra.

Foi então que meu corpo começou a pesar, senti primeiro minha mão me puxando para baixo, de repente era como se eu estivesse em queda livre, sem poder ver o chão, se é que existia, ia caindo mais e mais chegando num ponto em que aquilo já não mais me assustava, apenas caia sem parar, esqueci por alguns instantes disso e senti meu corpo no chão, rápido e forte, me acordou e me jogou para fora da minha cama, acordei assustado e suando frio. Minha mulher estranhou e acordou também, buscou um copo d'água, me colocou na cama, contei a ela o que havia ocorrido e ela com um olhar mágico me acalmou, passou suas finas mãos em minha cabeça, foi descendo pelo meu rosto, me beijou, trocamos caricias e fizemos amor.


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terça-feira, janeiro 07, 2003

 

Sou uma pessoa estranha, de valores estranhos.

Eu odeio garotas que ficam por ficar, tanto garotas quanto garotos, mas as garotas são quem mandam, é isso aí moleque idiota que ta lendo isso todo feliz porque "catou" a mina gostosinha que todo mundo paga um pau, você é um otário, não passa de um iludido, você não "catou" ninguém seu porra, no maximo foi usado pela garota, ela te escolheu, não você a ela. Não vamos ser hipócritas, todos sabemos que se a mulher não quiser não rola... Mas voltando ao assunto do "ficar", meu problema não é o de ficar com um cara, tipo, eu fiquei com a minha namorada antes de namorar, o problema é o ficar por ficar, e o problema maior para mim é o "só beijei". Como assim só beijou? O beijo é uma das formas de carinho mais importantes do mundo, talvez mais que o sexo, uma prostituta não beija seu cliente, um beijo deixa marcas, você sempre se lembra de um beijo, é apaixonante, é mágico, não é só um beijo! Mas tem gente que encara assim, vem me dizer que só deu "uns beijo" e pronto. Isso me emputece muito, me faz ter raiva da pessoa, e quando gosto dela fico extremamente magoado, e pessoa cai de nível para mim.

Acredito que temos de ser fieis uns aos outros, não trair ninguém, traição para mim é a pior coisa que alguém pode fazer com quem se confia, não importa o tipo de traição, mas vamos tratar aqui como amorosa. Se não está satisfeito, termina, não traia, isso magoa, isso deixa rancor, não é bom. O pior sentimento do mundo é quando se confia em alguém e essa pessoa trai a confiança, e eu demoro a pegar confiança, não venha conversar comigo e depois dizer que você é meu amigo, eu não sou o seu amigo, eu não sou seu amigo a menos que tenha certeza de que você vale algo para isso, não é só porque você é legal que vou dizer que temos uma amizade, eu não confio em ninguém logo de cara. Conheço muitas pessoas que se dizem minha amigas, mas eu estou cagando e andando pra existência delas, às vezes nem me lembro de quem são, é meu jeito, não faço por maldade, apenas gosto de ter certeza que não vou me decepcionar depois com a pessoa. Isso aplicasse claro, a namoro, se eu namoraria alguém que já traiu? Não. Se eu namoraria alguém que ficou comigo mesmo namorando outra ou tendo algum tipo de relacionamento, não! Essa pessoa não é de confiança! Sou desconfiado como um gato, não vou dar minha barriga pra você acariciar se souber que posso ser morto por aí por essa mesma mão carinhosa.

Mas acredito no amor mutuo, não acredito num amor egoísta dos Românticos, nem do racional dos Clássicos, eu acredito que podemos amar mais de uma pessoa, sim, de jeitos diferentes, mas podemos amar mais de uma pessoa. O amor que você tem pela sua namoradinha, bonitinha, uma santa, que vai ser boa mãe, a menina que você vai casar e passar o resto da sua vida é diferente do amor pela aquela garota gostosa da sua sala/escritório, pela qual todo mundo baba, típica galinácea, não presta, mas transa bem pra caralho e tem um corpo de fazer inveja a Ellen Roche. São amores diferentes, mas é Amor do mesmo jeito, não importa, é a mesma coisa com relação a pai, mãe, irmão, avós, uma pessoa tem o amor afetivo como tem o amor carnal, o Amor de fã não é menos amor que o amor de Romeo e Julieta, é apenas diferente.

Mas então minha ira por traição vai por água abaixo, afinal, se existem dois amores, trair é apenas provar isso! Sim, é apenas provar isso, mas fazer o que? Esse é mundo em que vivemos, é assim que as coisas são, certo? Errado! O mundo não é de jeito nenhum, nós somos o mundo, e o mundo é o que cada pessoa pensa, age, vive! Nós somos o mundo, a sociedade, assim funciona uma sociedade, pessoas diferentes, ideais diferentes, discordâncias acontecem, o mundo não é um amontoado de regras. Nós criamos as regras, alguns conseguem segui-las, eu entro em contradição. Esse é meu jeito de pensar, o que me torna uma pessoa cheia de paradigmas, sem saber se o que eu faço é certo ou errado, mas remorso existe para isso, sempre acabo fazendo algo pra depois pensar, mas sou honesto, isso sim, se eu trair vou contar, e sofrerei as conseqüências, não adianta, se eu não fizer isso eu me mato. Fico pensando naquilo, só naquilo, minha vida fica resumida ao que eu fiz, por isso preciso extravasar, falar para alguém, talvez esse seja um dos motivos deu escrever.

Talvez escrever me faça refletir sobre o meu Eu, quando escrevo tento não pensar, tento mostrar a mim mesmo meus próprios pensamentos. Quem sabe assim eu consigo me entender melhor, é um teste, é uma tentativa, falha, mas se todo ato falho e ao acaso e o contrário é inverdade, então talvéz eu consiga.


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Hoje ainda năo, dias melhores virăo...


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